31/08/2006 18:59







"A nossa família perdeu a guerra"
Escritor pacifista israelense medita sobre o seu filho,
soldado morto no Líbano poucas horas antes do cessar fogo.
Por David Grossman*
especial para Le Monde
AP Reprodução

O pai, David Grossman, e o sargento Uri, morto duas semanas
antes de completar 21 anos
Meu caro Uri,


Já faz três dias que quase cada um dos nossos pensamentos começa com uma negação. Ele não mais virá; nós não mais falaremos; nós não mais riremos. Ele não estará mais aqui, esse rapaz de olhar irônico, com o seu extraordinário senso de humor. Ele não estará mais aqui, o jovem rapaz com a sua sabedoria bem mais profunda do que ela costuma ser na sua idade, com o seu sorriso caloroso e seu apetite repleto de saúde. Ela não mais existirá, essa rara combinação de determinação com delicadeza. Daqui para frente,
o seu bom-senso e seu coração generoso estarão ausentes.
Nós não mais teremos a infinita ternura de Uri, nem a tranqüilidade com a qual ele apaziguava todas as tempestades.
Nós não mais assistiremos juntos aos "Simpsons" ou aos "Seinfeld"; nós não mais ouviremos juntos os discos de Johnny Cash e nós não mais sentiremos o seu abraço forte. Nós não mais o veremos andar
e falar com o seu irmão primogênito Yonatan, gesticulando com ímpeto, e, nós não mais o veremos beijar sua irmãzinha Ruti,
que você tanto amava.
Uri, meu amor, durante toda a sua breve existência, nós todos aprendemos com você. Com a sua força e a sua determinação a seguir o seu caminho, mesmo sem possibilidade de sucesso.
Nós acompanhamos, estupefatos, a sua luta por ser admitido na formação dos chefes de tanque. Você não cedeu ao aviso dos seus superiores, porque você sabia poder ser um bom chefe e não estava disposto a dar menos do que aquilo de que era capaz.
E quando você chegou lá, eu pensei: aqui está um rapaz que conhece de maneira tão simples e lúcida as suas possibilidades.
Sem pretensão nem arrogância. Um rapaz que não se deixa influenciar pelo que os outros dizem dele, e que encontra
a força nele mesmo.
Desde a sua infância, você já era assim.
Você vivia em harmonia com si mesmo e com aqueles que o cercavam. Você sabia qual era o seu lugar, você estava consciente de ser amado, você conhecia os seus limites e suas virtudes.
E na verdade, após ter dobrado o exército inteiro e ter sido nomeado chefe de tanque, apareceu claramente qual tipo de chefe
e de homem você era. E hoje, nós ouvimos os seus amigos e seus soldados falarem do chefe e do amigo, daquele que levantava antes de todos para tudo organizar e que só ia deitar-se quando os outros já estavam dormindo.
E ontem, à meia-noite, eu contemplei a casa, que estava bastante bagunçada depois que centenas de pessoas vieram nos visitar para nos consolar, e eu disse: seria preciso que Uri estivesse aqui para nos ajudar a arrumar.
Você era o esquerdista do seu batalhão, mas você era respeitado, porque você mantinha suas posições sem renunciar a nenhum dos
seus deveres militares.
Eu me recordo de que você me havia explicado a sua "política
das barragens militares", porque você também havia passado bastante tempo naquelas barragens. Você dizia que caso houvesse uma criança no carro que você acabava de deter, você tentava antes de tudo tranqüilizá-lo e fazê-lo rir. E você se lembrava daquele menino mais ou menos da idade de Ruti, e do medo que você lhe causava, e do quanto ele o detestava, com razão. Contudo, você fazia todo o possível para tornar-lhe mais fácil aquele momento terrível, enquanto você cumpria o seu dever, sem compromisso.
Quando você partiu para o Líbano, a sua mãe disse que a coisa
que ela mais temia era a sua "síndrome de Elifelet". Nós tínhamos muito medo de que, assim como o Elifelet da música, você se precipitasse no meio do tiroteio para salvar um ferido,
que você seja o primeiro a se apresentar como voluntário
para o reabastecimento das munições há muito esgotadas.
E temíamos que lá em cima, no Líbano, nesta guerra tão dura,
você se comportasse assim como fizera durante toda a sua vida,
em casa, na escola e no serviço militar, propondo renunciar
a uma permissão porque um outro soldado dela mais precisava
do que você, ou porque tal outro enfrentava em sua casa uma situação mais difícil.
Você era para mim um filho e um amigo. E era a mesma coisa para
a sua mãe.
A nossa alma está ligada à sua. Você vivia em paz com si mesmo; você era daquelas pessoas junto às quais alguém se sente bem.
Eu nem sou capaz de dizer em voz alta a que ponto você era para mim "alguém para correr comigo" (título de um dos mais recentes romances do autor).
Toda vez que você voltava em permissão, você dizia: venha comigo, pai, vamos conversar. Em geral, nós íamos sentar e discutir num restaurante. Você me contava tantas coisas, Uri, e eu tinha orgulho por ter a honra de ser o seu confidente, orgulho de
que alguém como você tivesse me escolhido.
Recordo-me da sua dúvida, certa vez, diante da idéia de punir
um soldado que havia infringido a disciplina. O quanto você sofreu porque esta decisão iria causar raiva naqueles que estavam sob as suas ordens e nos outros chefes, bem mais indulgentes do que você diante de certas infrações. Punir aquele soldado custou-lhe efetivamente muito do ponto de vista das relações humanas, mas este episódio especificou transformou-se posteriormente numa das histórias cardeais do batalhão como um todo, estabelecendo certas normas de comportamento e de respeito das regras. E durante a sua última permissão, você me contou, com um orgulho tímido, que o comandante do batalhão, por ocasião de uma conversa com alguns oficiais recém-chegados, havia citado a sua decisão como exemplo de um comportamento justo por parte de um chefe.
Você iluminou a nossa vida, Uri. A sua mãe e eu, nós o educamos com amor. Era tão fácil amar você com todo o nosso coração, e eu sei que você também estava indo bem. Que a sua curta vida foi boa. Eu espero ter sido um pai digno de um filho tal como você. Mas eu sei que ser o filho de Michal quer dizer crescer com uma generosidade, uma graça e um amor infinitos, e você recebeu tudo isso. Você o recebeu em abundância e soube dar-lhe valor, você soube agradecer, e nada daquilo que você recebeu era algo devido aos seus olhos.
Nesses momentos, eu nada direi da guerra na qual você foi morto. Nós, a nossa família, nós já a perdemos. Israel, agora, vai fazer o seu exame de consciência, e nós nos encolheremos em nossa dor, cercados dos nossos bons amigos, abrigados pelo amor imenso de tantas pessoas que, na sua maioria, nós não conhecemos, e que eu agradeço pelo seu apoio ilimitado.
Eu gostaria tanto que nós saibamos dar uns aos outros este amor e esta solidariedade em outros momentos também. Talvez seja este o nosso recurso nacional o mais peculiar.
Talvez seja esta a nossa grande riqueza natural. Eu gostaria tanto que nós possamos nos mostrar mais sensíveis, uns para com os outros. Que nós possamos nos livrar da violência e da inimizade que se infiltraram tão profundamente em todos os aspectos das nossas vidas. Que nós saibamos mudar de opinião e nos salvar agora, bem no último momento, isso porque tempos muito duros esperam por nós.
Eu gostaria ainda de acrescentar algumas palavras. Uri era um rapaz muito israelense. O seu próprio nome era muito israelense e hebreu. Uri era um condensado da qualidade de ser israelense tal como eu gostaria de ver mais por aí. Aquela que passou a ser praticamente esquecida. Que é tantas vezes considerada como uma espécie de curiosidade.
Por vezes, ao olhar para ele, eu pensava que ele era um jovem um pouco anacrônico. Ele, Yonatan e Ruti. Crianças dos anos 1950. Uri, com a sua honestidade total e a sua maneira de assumir a responsabilidade de tudo o que acontecia em volta dele. Uri, sempre "em primeira linha", com quem se podia contar. Uri com a sua profunda sensibilidade para com todos os sofrimentos, todas
as culpas. E capaz de compaixão.
Esta palavra me fazia pensar nele toda vez que ela me ocorria.
Era um rapaz que tinha valores, uma palavra bastante aviltada e alvo de gozação nesses últimos anos. Isso porque em nosso mundo demente, cruel e cínico, deixou de ser "cool" ter valores. Ou ser humanista. Ou sensível ao desamparo de outrem, mesmo se o outro
é o seu inimigo no campo de batalha.
Mas eu aprendi com Uri que se pode e se deve ser tudo isso ao mesmo tempo. Que nós devemos, de fato, nos defender. Mas isso nos dois sentidos: defender as nossas vidas, mas também obstinar-se a proteger nossa alma, obstinar-se a preservá-la da tentação da força e dos pensamentos simplistas, da desfiguração do cinismo,
da contaminação do coração e do desprezo do indivíduo que são a verdadeira, a grande maldição daqueles que vivem numa região de tragédia tal como a nossa.
Uri tinha simplesmente a coragem de ser ele mesmo, sempre, qualquer que seja a situação, de encontrar a sua voz precisa em tudo o que ele dizia e fazia, e era isso que o protegia da contaminação, da desfiguração e degradação da alma.
Uri era também um rapaz divertido, muito engraçado e de uma sagacidade incrível, e seria impossível falar dele sem contar alguns dos seus "achados". Por exemplo, quando ele tinha 13 anos, eu lhe disse: imagine que você e os seus filhos possam um dia ir para o espaço assim como hoje nós vamos para a Europa.
Ele me respondeu sorrindo: "O espaço não me atrai tanto,
a gente encontra tudo na Terra".
Outra vez, andando de carro, Michal e eu falávamos de um novo livro que havia suscitado um grande interesse e nós citávamos escritores e críticos. Uri, que devia ter nove anos, nos interpelou do banco de trás: "Hei, os elitistas, peço-lhes por gentileza notar que vocês têm atrás de vocês um simplório
que não está entendendo nada do que vocês estão dizendo!"
Ou, por exemplo, Uri que gostava muito de figos, segurando
um figo seco em sua mão: "Pai, me diz uma coisa, os figos secos são aqueles que cometeram um pecado na sua vida anterior?"
Ou ainda, numa certa ocasião em que eu hesitava a aceitar um convite para ir ao Japão: "Como você poderia recusar? Você sabe
o que significa morar no único país onde não existem turistas japoneses?"
Caros amigos, na noite de sábado para domingo, às vinte para as três, tocaram em nossa porta e no interfone, e um oficial anunciou-se. Eu fui abrir e pensei: pronto, a vida acabou.
Mas, cinco horas mais tarde, quando Michal e eu entramos no quarto de Ruti e a acordamos para dar-lhe a terrível notícia, Ruti, após as primeiras lágrimas, disse: "Mas nós viveremos, não é? Nós viveremos e nós passearemos como antes. Eu quero continuar a cantar no coral, a rir como sempre, a aprender a tocar violão". Nós a abraçamos e lhe dissemos que nós iríamos viver, e Ruti
disse também:
"Que trio extraordinário nós formávamos Yonatan, Uri e eu".
E é verdade que vocês são extraordinários. Yonatan, você e Uri, vocês não eram apenas irmãos, e sim amigos do peito e da alma. Vocês tinham um mundo de vocês, uma linguagem de vocês
e um humor de vocês. Ruti, Uri amava você com toda a sua alma.
Com que ternura ele se dirigia a você. Eu me lembro do seu último telefonema, após ter me dito a sua felicidade ao saber que um cessar-fogo havia sido proclamado pela ONU, ele insistiu para falar com você. E você chorou, depois. Como se você já soubesse.
A nossa vida não acabou. Nós apenas sofremos um golpe muito duro. Nós encontraremos a força para suportá-lo, em nós mesmos, no fato de estarmos juntos, eu, Michal e os nossos filhos, e também o avô e as avós que amavam Uri com todo o seu coração - eles o chamavam Neshumeh (minha pequena alma) - e os tios, as tias e os primos, e os seus inúmeros amigos da escola e do exército que nós acompanham com preocupação e afeição.
E nós encontraremos a força também em Uri. Ele possuía forças que nos alimentarão por muitos anos ainda. A luz que ele projetava - de vida, de vigor, de inocência e de amor - era tão intensa que ela continuará a nos iluminar mesmo depois de o astro que a produzia ter se apagado. O nosso amor, nós tivemos o grande privilégio de estar com você, obrigado por cada momento em que você esteve conosco.
Papai, mamãe, Yonatan e Ruti.

..."em tempos de paz, filhos enterram seus pais.
em tempos de guerra, pais enterram seus filhos".
triste isso, não?

...visitem o Sem Censura

http://sem_censura.blig.com.br


enviada por Vivian






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"...Quem n�o sabe o que � o mundo, n�o sabe onde est�; quem n�o sabe para o que nasceu n�o sabe o que �, nem o que o mundo �. Quem negligenciou uma dessas no��es n�o poderia dizer sequer para o que existe."

(Marco Aur�lio)

Mulher de alma madura, apreciadora de todas as coisas que lhe tragam paz interior. Not�vaga por natureza, ama a cia da Lua. Um esp�rito livre de preconceitos in�teis, por isso caminha por onde bem quiser.

Devoradora de bons livros. Amante da medita��o, pois adora olhar-se pra dentro, e dominar a paz reinante. Gosta da natureza, gosta de gente, ama vasculhar almas, para com isso se auto-conhecer, acreditando na multiplicidade do ser.

Essencialmente seletiva, sincera e amiga, sempre pronta para ouvir, e ou aconchegar. Fala pouco, e ouve muito. Bem humorada por natureza, porque acredita que a vida foi feita para curt�-la, e n�o deixar que ela nos curta com tristezas. Amante do mar e seus mist�rios, e sobre ele, tamb�m rabisca alguns escritos, brincando com as palavras sem pretens�o de louvores.

Enfim... Uma mulher de bem com a vida, que adora viajar o mundo via mouse sem tirar o pijama...

Gosta muito desta frase:

"Sou um ser espiritual vivendo uma experi�ncia humana. N�o um ser humano vivendo uma experi�ncia espiritual"


EU SOU

Eu sou luz resplandecente, luz radiante, luz intensificada. Deus consome a minha escurid�o transmutando-a em luz. Hoje EU SOU um foco de Sol Central. Atrav�s de mim corre um rio de cristal, uma fonte vivente de luz que nunca pode ser corrompida por pensamentos e sentimentos humanos. EU SOU um posto avan�ado do Divino. A escurid�o que se serviu de mim � consumida pelo poderoso rio de luz que EU SOU! EU SOU, EU SOU, EU SOU luz. Eu vivo, eu vivo, eu vivo na luz. EU SOU a mais completa dimens�o da luz; EU SOU a mais pura inten��o da luz. EU SOU luz, luz, luz iluminando o mundo onde quer que eu v�, aben�oando, fortalecendo e anunciando o prop�sito do Reino dos C�us!

(Medita��o Reikiana)

ORA��O DO AMANHECER

Senhor,
No sil�ncio deste dia que amanhece, venho pedir-Te a paz, a sabedoria, a for�a. Quero olhar hoje o mundo com olhos cheios de amor; ser paciente, compreensivo, manso e prudente, ver al�m das apar�ncias de Teus filhos como Tu mesmo os v�, e assim n�o ver sen�o o bem em cada um. Cerra meus ouvidos a toda cal�nia. Guarda minha l�ngua de toda maldade. Que s� de ben��os se encha meu esp�rito. Que eu seja t�o bondoso e alegre, que todos quantos se achegarem a mim sintam Tua presen�a. Reveste-me de Tua beleza, Senhor, e que no decurso deste dia, eu Te revele a todos.

(Irm�o Anthony)

ORA��O CELTA

Que jamais, em tempo algum, o teu cora��o acalante �dio. Que o canto da maturidade jamais asfixie a tua crian�a interior. Que o teu sorriso seja sempre verdadeiro. Que as perdas do teu caminho sejam sempre encaradas como li��es de vida. Que a musica seja tua companheira de momentos secretos contigo mesmo. Que os teus momentos de amor contenham a magia de tua alma eterna em cada beijo. Que os teus olhos sejam dois s�is olhando a luz da vida em cada amanhecer. Que cada dia seja um novo recome�o, onde tua alma dance na luz. Que em cada passo teu fiquem marcas luminosas de tua passagem em cada cora��o. Que em cada amigo o teu cora��o fa�a festa, que celebre o canto da amizade profunda que liga as almas afins. Que em teus momentos de solid�o e cansa�o, esteja sempre presente em teu cora��o a lembran�a de que tudo passa e se transforma, quando a alma � grande e generosa. Que o teu cora��o voe contente nas asas da espiritualidade consciente, para que tu percebas a ternura invis�vel, tocando o centro do teu ser eterno. Que um suave acalanto te acompanhe, na terra ou no espa�o, e por onde quer que o imanente invis�vel leve o teu viver. Que o teu cora��o sinta a presen�a secreta do inef�vel! Que os teus pensamentos e os teus amores, o teu viver e atua passagem pela vida, sejam sempre aben�oados por aquele amor que ama sem nome. Aquele amor que n�o se explica, s� se sente. Que esse amor seja o teu acalanto secreto, viajando eternamente no centro do teu ser. Que este amor transforme os teus dramas em luz, a tua tristeza em celebra��o, e os teus passos cansados em alegres passos de dan�a renovadora. Que jamais, em tempo algum, tu esque�as da Presen�a que est� em ti e em todos os seres. Que o teu viver seja pleno de Paz e Luz!.

UMA B�N��O IRLANDESA
Espero que a B�n��o de Luz caia sobre voc�
Iluminando o seu exterior, iluminando o seu interior
Com a luz do sol de Deus brilhando em voc�

Espero que seu cora��o brilhe com afetuosidade
Como a fogueira que d� as boas vindas aos amigos e estranhos
Espero que a Luz do Senhor brilhe dos seus olhos
Como a vela na janela

Dando as boas vindas ao viajante cansado

Espero que a b�n��o da suave chuva de Deus caia em voc�,
Caindo gentilmente sobre sua cabe�a
Refrescando sua alma com a do�ura de pequenas flores
recentemente floridas

Espero que a for�a dos ventos do para�so o aben�oe
Carregando a chuva para lavar seu limpo esp�rito
Brilhando depois na luz do sol
Espero que a b�n��o do mundo de Deus caia sobre voc�
Enquanto voc� caminha pelas estradas

Que voc� sempre tenha uma palavra gentil para aqueles
que voc� encontrar.

Que voc� entenda a for�a e o poder de Deus na
tempestade e inverno

e a silenciosa beleza da cria��o
e o calmo crep�sculo do ver�o
E que voc� possa reconhecer
qu�o insignificante voc� parece neste grande universo

Voc� � Uma importante parte do plano de Deus

Que Ele o observa e o mant�m seguro do perigo
E agora o Senhor te Aben�oe
E, com todo seu Amor e bondade que ele te Aben�oe.

Roma Downey

...Um toque suave e sereno de um azul confortador invadem minha retina refletindo a c�r do amor...

ORA��O DAS FADAS

Esp�rito de sabedoria, cujo sopro d� e retorna a forma de todas as coisas;

tu, diante de quem a vida dos seres � uma sombra que muda e um vapor que passa;
tu que sobes �s nuvens e que caminhas nas asas dos ventos;
tu que expiras, e os espa�os sem fim s�o povoados;
tu, que aspiras, e tudo o que de ti vem a ti volta,
num movimento sem fim na estabilidade eterna,
s� eternamente bendito.
N�s te louvamos e te bendizemos no imp�rio m�vel
da luz criada, das sombras, dos reflexos
e das imagens, e, aspiramos incessantemente
� tua imut�vel e imperec�vel claridade.

Deixa penetrar at� n�s o raio da tua intelig�ncia
e o calor do teu amor: ent�o o que � m�vel,
ficar� fixo, a sombra ser� um corpo,
o esp�rito do ar ser� uma alma,
o sonho ser� um pensamento.

E n�s n�o seremos mais arrastados pela tempestade,
por�m, seguraremos as r�deas dos cavalos alados
da manh� e dirigiremos o curso dos ventos da tarde,
para voarmos diante de ti.

Oh esp�rito dos esp�ritos.
Oh alma eterna das almas.
Oh sopro imperec�vel de vida.
Oh suspiro criador.
Oh boca que aspiras e expiras a exist�ncia de todos
os entes, no fluxo e refluxo da tua eterna palavra,
que � o oceano divino do movimento da verdade!!!

AMIGOS PENSADORES


BA� DE REFLEX�ES


"A d�vida e o medo s�o as duas portas que todo ser humano tem que atravessar para conhecer e obter sua plena e completa liberdade"

(Saint Germain)

"O maior espet�culo do mundo, diz certo fil�sofo, � um homem esfor�ado lutando contra a adversidade. H�, por�m, outro ainda mais grandioso, � o ver-se outro homem lan�ar-se em sua ajuda"

(Oliver Goldsmith)

"O homem n�o pode descobrir novos oceanos at� ter a coragem de perder a praia de vista"

(Davi Novaes dos Santos)

Minha doutrina � semelhante ao oceano.
O oceano � minha doutrina, ambos pouco a pouco v�o se tornando cada vez mais profundos. Ambos, em todas as suas mudan�as conservam a unidade. Ambos devolvem cad�veres � praia.
Assim como os rios, lan�ando-se no mar, perdem seu nome e, a partir de ent�o, ficam fazendo parte do grande oceano, assim tamb�m os homens de toda casta, entrando para a comunidade, tornam-se irm�os e passam a ser contados como filhos do Buda.
O oceano � o reservat�rio de todos os cursos d��gua e da chuva das nuvens e, no entanto, n�o transborda, nem seca, nunca. Assim, tamb�m minha doutrina � compreendida por milh�es de pessoas, e no entanto n�o aumenta nem diminui.
Assim como o grande oceano est� impregnado de um s� sabor - o do sal -, assim tamb�m minha doutrina est� impregnada de um s� sabor, o da liberta��o.
O oceano e minha doutrina, ambos est�o cheios de pedras preciosas, tesouros e p�rolas, e ambos servem de morada a toda uma poderosa exist�ncia.
Minha doutrina � pura e n�o faz distin��o alguma entre o nobre e o vulgar, o rico e o pobre.
Minha doutrina � semelhante � �gua que apaga toda n�doa.
Minha doutrina � semelhante ao fogo que tudo purifica.
Minha doutrina � semelhante ao c�u, porque h� nela lugar, muito lugar, para receber todos os homens, o nobre e o vulgar, o rico e o pobre, o poderoso e o humilde.
Sakyamuni

"N�o caminhar�s entre as estrelas antes de trilhares as sendas humildes que te competem"

(AD)

"A vida � uma pedra de amolar: desgasta-nos ou afia-nos, conforme o metal de que somos feitos."

(George Bernard Shaw)

"N�o se trata de mim. Eu n�o sou sen�o aquele que transporta. N�o se trata de ti. Tu �s apenas o caminho que leva aos prados, ao amanhecer. N�o se trata de n�s. N�s somos juntos, passagem para Deus, que nos toma emprestada a nossa gera��o, por um instante, e dela se serve".

Antoine de Saint Exup�ry

"O Mestre na arte da vida faz pouca distin��o entre o seu trabalho e o seu lazer, entre a sua mente e o seu corpo, entre a sua educa��o e a sua recrea��o, entre o seu amor e a sua religi�o. Ele dificilmente sabe distinguir um corpo do outro. Ele simplesmente persegue sua vis�o de excel�ncia em tudo que faz, deixando para os outros a decis�o de saber se est� trabalhando ou se divertindo. Ele acha que est� sempre fazendo as duas coisas simultaneamente."

(Texto Zen-budista)

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