
Enigmas
Os enigmas são como pedras,
implacáveis e irredutíveis,
nos olham com seu olhar eterno,
absolutos e muito velhos.
Creio que se os enigmas tivessem forma
pareceriam- se, coincidentemente,
com pirâmides egípcias,
imensas, imponentes, únicas;
impenetráveis em seus mistérios antigos.
Seriam, talvez, como montanhas imperiosas
veladas numa noite chuvosa,
imperturbáveis, silenciosas,
indestrutíveis.
Enigmas são mantos tecidos em ouro,
fluidos, muito brilhantes e chamativos,
mas intocáveis em sua beleza radiante.
Enigmas são formas muito difusas
diluindo- se em meio a neblina,
são como caminhar num sonho escuro,
procurando por algo perdido entre ruínas.
E são inerentes ao mundo e aos homens,
tanto que pessoas podem tornar- se enigmas,
pode-se conhecê-las durante toda uma vida
e surpreender-se com elas
vinte vezes num único dia.
E o tempo é um enigma, o maior de todos, talvez.
O Universo é um enigma, o mais enigmático, talvez.
Deus é um enigma, o mais impenetrável, talvez.
E nossos próprios pensamentos são enigmas,
os mais encantadores, talvez.
...visitem meu cantinho fotográfico
http://clicandoavida.nafoto.net
enviada por Vivian
27/09/2006 14:29

enviada por Vivian
20/09/2006 01:55
A seca parecia não ter fim, e uma pequena comunidade de fazendeiros do meio-oeste estava em dúvida
sobre o que fazer.
A chuva era importante não apenas para manter
a plantação viçosa, mas também para prover meios
de subsistência para os habitantes da cidade.
Quando o problema se tornou mais urgente,
a igreja local achou que era tempo de envolver-se
e planejou uma reunião de oração para pedir chuva.
Como nos antigos rituais dos indígenas norte-americanos,
as pessoas começaram a chegar à igreja.
Em breve, o pastor também chegou e observou
sua congregação afluindo ao local.
Ele foi passando lentamente de grupo em grupo, enquanto
se dirigia ao púlpito para iniciar oficialmente a reunião.
Todas as pessoas que ele encontrou estavam conversando,
apreciando a oportunidade de rever os amigos.
Quando o pastor postou-se diante de seu rebanho,
sua prioridade era silenciar o povo e dar início à reunião.
Assim que começou a pedir silêncio, ele observou
uma menina de 11 anos sentada na primeira fileira.
Seu rosto angelical brilhava de alegria e, a seu lado,
havia um lindo guarda-chuva vermelho, pronto para ser usado.
A beleza e a inocência dessa cena fez o pastor sorrir
para si mesmo quando ele se deu conta da fé daquela menina,
uma fé que o restante das pessoas parecia ter esquecido.
Todos haviam comparecido para orar pedindo chuva...
Ela, para presenciar a resposta de Deus.
...visitem minha casinha fotográfica
http://clicandoavida.nafoto.net
enviada por Vivian
18/09/2006 23:06

A mala de viagem
Conta-se uma fábula sobre um homem que caminhava vacilante pela estrada, levando uma pedra numa mão e um tijolo na outra.
Nas costas carregava um saco de terra; em volta do peito trazia vinhas penduradas. Sobre a cabeça equilibrava uma abóbora pesada.
Pelo caminho encontrou um transeunte que lhe perguntou:
- Cansado viajante, por que carrega essa pedra tão grande?
- É estranho, respondeu o viajante, mas eu nunca tinha realmente
notado que a carregava.
Então, ele jogou a pedra fora e se sentiu muito melhor.
Em seguida veio outro transeunte que lhe perguntou:
- Diga-me, cansado viajante, por que carrega essa abóbora tão pesada?
- Estou contente que me tenha feito essa pergunta, disse o viajante, porque eu não tinha percebido o que estava fazendo comigo mesmo.
Então ele jogou a abóbora fora e continuou seu caminho com passos muito mais leves. Um por um, os transeuntes foram avisando-o a respeito de suas cargas desnecessárias. E ele foi abandonando uma a uma. Por fim, tornou-se um homem livre e caminhou como tal.
Qual era na verdade o problema dele? - A pedra e a abóbora? Não!
Era a falta de consciência da existência delas. Uma vez que as viu como cargas desnecessárias, livrou-se delas bem depressa e já não
se sentia mais tão cansado. Esse é o problema de muitas pessoas.
Elas estão carregando cargas sem perceber. Não é de se estranhar que estejam tão cansadas!
O que são algumas dessas cargas que pesam na mente de um
homem e que roubam as suas energias?
- Pensamentos negativos.
- Culpar e acusar outras pessoas.
- Permitir que impressões tenebrosas descansem na mente.
- Carregar uma falsa carga de culpa por coisas que não poderiam
ter evitado.
- Auto-piedade.
- Acreditar que não existe saída.
Todo mundo tem o seu tipo de carga especial, que rouba energia. Quanto mais cedo começarmos a descarregá-la, mais cedo nos sentiremos melhor e caminharemos mais levemente.
Não fique ai pensativo...comece a esvaziar sua mala, agora!!
Vernon Howard no livro
Psycho-Pictography
enviada por Vivian
16/09/2006 04:05
O SENTIDO DOS GANSOS
No outono, quando se vêem bandos de gansos voando,
formando um grande V no céu, indaga-se o porquê
de voarem desta forma.
Sabe-se que quando cada ave bate as asas,
move o ar para cima, ajudando a sustentar
a ave imediatamente de trás.
Ao voar em forma de V, o bando se beneficia com
muito mais força de vôo do que uma ave voando sozinha.
Pessoas que têm a mesma direção e sentido de comunidade
podem atingir seus objetivos de forma mais rápida e fácil,
pois viajam beneficiando-se de um impulso mútuo.
Sempre que um ganso sai do bando, sente subitamente
o esforço
e a resistência necessários para continuar voando sozinho. Rapidamente, ele entra outra vez em formação para aproveitar
o deslocamento de ar provocado pela ave que voa imediatamente
à sua frente.
Se tivéssemos o mesmo sentido manter-nos-íamos em formação
com os que lideram o caminho para onde também desejamos seguir.
Quando o ganso líder se cansa, ele muda de posição dentro da formação e outro ganso assume a liderança.
Vale a pena nos revezarmos em tarefas difíceis,
e isto serve tanto para as pessoas quanto para os gansos
que voam juntos.
Os gansos de trás gritam encorajando os da frente
para que mantenham a velocidade.
Finalmente quando um ganso fica doente ou é ferido
por um tiro e cai, dois gansos saem de formação
e o acompanham para ajudá-lo e protegê-lo.
Ficam com ele até que consiga voar novamente ou morra.
Só então levantam vôo sozinhos ou em outra formação,
a fim de alcançar seu bando.
Se tivéssemos o sentido dos gansos também ficaríamos
um ao lado do outro assim.
AD
enviada por Vivian
09/09/2006 23:16
OLHAR ESPIRITUAL
"Olhar espiritual significa olhar através das janelas
dos olhos na consciência de que eu sou um ser pacífico,
puro e imortal chamado de alma.
Com essa consciência sou capaz de me relacionar
com a Fonte Suprema de paz, amor e felicidade constante.
Enquanto olhando para os outros, eu olho para
o centro da testa e lembro que é a alma
- uma centelha de luz que está ali.
Este é o olhar fraterno.
Dadi Janki
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enviada por Vivian
03/09/2006 19:29
A Carta do Chefe Seattle (1854)
Resposta do chefe Seattle ao Presidente Americano F. Pierce,
que tentava comprar as suas terras. Um exemplo sublime de consciência Holística e Ecológica. Uma denúncia à ganância
do homem branco, cioso de seu intelecto.
Um grito contra a injustiça dos que pensam ter o direito
sobre a terra, excluindo seus semelhantes e outros seres vivos.
Um apelo ao humanismo:
"O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro: o animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo sopro.
Parece que o homem branco não sente o ar que respira.
Como um homem agonizante há vários dias, é insensível
ao [seu próprio] mau cheiro.
"Portanto, vamos meditar sobre a sua oferta de comprar a nossa terra. Se nós decidirmos aceitá-la, imporei uma condição:
O homem branco deve tratar os animais desta terra
como seus irmãos.
"O que é o homem sem os animais? Se os animais se fossem,
o homem morreria de uma grande solidão de espírito.
Pois o que acontece com os animais, brevemente acontecerá
ao homem. Há uma lição em tudo. Tudo está ligado.
"Vocês devem ensinar às vossas crianças que o chão que pisam
é a cinza dos nossos avós. Para que respeitem a terra,
digam aos vossos filhos que ela foi enriquecida com a vida
de nosso povo. Ensinem às vossas crianças o que ensinamos às nossas: que a terra é a nossa mãe.
Tudo o que acontecer à Terra, acontecerá também aos filhos
da terra. Se os homens cospem no solo, estão a cuspir sobre
si mesmos.
"Disto nós sabemos: a terra não pertence ao homem; o homem
é que pertence à terra. Disto sabemos: todas as coisas então ligadas como o sangue que une uma família. Há uma ligação
em tudo.
"O que acontecer com a terra recairá sobre os filhos da terra.
O homem não teceu a teia da vida: ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizermos ao tecido, fará o homem a si mesmo.
"Mesmo o homem branco, cujo Deus caminha e fala como ele de amigo para amigo, não pode estar isento do destino comum.
É possível que sejamos irmãos, apesar de tudo.
Veremos. De uma coisa estamos certos (e o homem branco poderá
vir a descobrir um dia): Deus é um Só, qualquer que seja o nome que lhe dêem. Vocês podem pensar que O possuem, como desejam possuir a nossa terra; mas não é possível. Ele é o Deus do homem
e sua compaixão é igual para o homem branco e para o homem vermelho. A terra é-lhe preciosa e feri-la é desprezar o seu Criador. Os homens brancos também passarão; talvez mais cedo
do que todas as outras tribos. Contaminem as vossas camas,
e uma noite serão sufocados pelos próprios dejetos.
"Mas quando de sua desaparição, vocês brilharão intensamente, iluminados pela força do Deus que os trouxe a esta terra e por alguma razão especial lhes deu o domínio sobre a terra e sobre
o homem vermelho. Esse destino é um mistério para nós, pois não compreendemos que todos os búfalos sejam exterminados, os cavalos selvagens sejam todos domados, os recantos secretos das densas florestas impregnados do cheiro de muitos homens, e a visão dos morros obstruídas por fios que falam. Onde está o arvoredo? Desapareceu. Onde está a água? Desapareceu.
É o final da vida e o início da sobrevivência.
"Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Essa Ideia parece-nos um pouco estranha. Se não possuímos a frescura do ar e o brilho da água, como é possível comprá-los?
"Cada pedaço de terra é sagrado para meu povo. Cada ramo brilhante de um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra na floresta densa, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados na memória e experiência do meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as lembranças do homem vermelho.
"Essa água brilhante que corre nos riachos e rios não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados. Se lhes vendermos as nossas terras, vocês deverão lembrar-se de que ela é sagrada,
e deverão ensinar às vossas crianças que ela é sagrada e que cada reflexo nas águas límpidas dos lagos fala de acontecimentos
e lembranças da vida do meu povo. O murmúrio das águas é a voz
dos meus ancestrais.
Os rios são nossos irmãos, saciam a nossa sede. Os rios carregam nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se lhes vendermos as nossas terras, vocês devem lembrar-se e ensinar aos vossos filhos que os rios são nossos irmãos e deles também. E, portanto, vocês devem, dar aos rios a bondade que dedicariam a qualquer irmão.
"Sabemos que o homem branco não compreende os nossos costumes.
Uma porção de terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é um forasteiro que vem de noite e extrai
da terra tudo que necessita. A terra, para ele, não é sua irmã, mas sua inimiga e, quando ele a conquista, extraindo dela o que deseja, prossegue seu caminho. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados e não se incomoda. Rapta da terra aquilo que seria dos seus filhos e não se importa. Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto.
"Eu não sei... nossos costumes são diferentes dos vossos.
A visão das vossas cidades fere os olhos do homem vermelho.
Talvez por o homem vermelho ser um selvagem e não compreenda.
"Não há um lugar quieto nas cidades do homem branco.
Nenhum lugar onde se possa ouvir o desabrochar de folhas na primavera ou o bater de asas de um insecto.
Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não compreendo.
O ruído parece somente insultar os ouvidos.
E o que restará do homem, se não puder ouvir o choro solitário
de uma ave ou o debate dos sapos à noite ao redor de uma lagoa?
Eu sou um homem vermelho e não compreendo.
O índio prefere o suave murmúrio do vento encrespando
a face do lago, e o próprio vento, limpo por uma chuva diurna
ou perfumado pelos pinheiros."
...que lição de espiritualidade avançada!!
e depois ainda tem pessoas que usam esta triste
frase: "programa de índio", esquecendo-se
da pobreza interior, propriedade do homem branco.
http://sem_censura.blig.com.br
enviada por Vivian
02/09/2006 18:47

Mia Couto
Poeta moçambicano
Oração de Sapiência
Não podemos entrar na modernidade com o atual
fardo de preconceitos.
À porta da modernidade precisamos nos descalçar.
Contei 7 sapatos sujos que necessitamos deixar
na soleira da porta dos tempos novos.
Haverá muitas mais mas, eu tinha que escolher
um número mágico.
1.. A idéia de que os culpados são sempre os outros.
2.. A idéia de que o sucesso não nasce do trabalho.
3.. O preconceito de que quem critica é o inimigo.
4.. A idéia de que mudar as palavras muda a realidade.
5.. A vergonha de ser pobre e o culto das aparências.
6.. A passividade perante a injustiça.
7.. A idéia de que para sermos modernos,
temos que imitar os outros...
...visitem o Sem Censura
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enviada por Vivian
31/08/2006 18:59

"A nossa família perdeu a guerra"
Escritor pacifista israelense medita sobre o seu filho,
soldado morto no Líbano poucas horas antes do cessar fogo.
Por David Grossman*
especial para Le Monde
AP Reprodução
O pai, David Grossman, e o sargento Uri, morto duas semanas
antes de completar 21 anos
Meu caro Uri,
Já faz três dias que quase cada um dos nossos pensamentos começa com uma negação. Ele não mais virá; nós não mais falaremos; nós não mais riremos. Ele não estará mais aqui, esse rapaz de olhar irônico, com o seu extraordinário senso de humor. Ele não estará mais aqui, o jovem rapaz com a sua sabedoria bem mais profunda do que ela costuma ser na sua idade, com o seu sorriso caloroso e seu apetite repleto de saúde. Ela não mais existirá, essa rara combinação de determinação com delicadeza. Daqui para frente,
o seu bom-senso e seu coração generoso estarão ausentes.
Nós não mais teremos a infinita ternura de Uri, nem a tranqüilidade com a qual ele apaziguava todas as tempestades.
Nós não mais assistiremos juntos aos "Simpsons" ou aos "Seinfeld"; nós não mais ouviremos juntos os discos de Johnny Cash e nós não mais sentiremos o seu abraço forte. Nós não mais o veremos andar
e falar com o seu irmão primogênito Yonatan, gesticulando com ímpeto, e, nós não mais o veremos beijar sua irmãzinha Ruti,
que você tanto amava.
Uri, meu amor, durante toda a sua breve existência, nós todos aprendemos com você. Com a sua força e a sua determinação a seguir o seu caminho, mesmo sem possibilidade de sucesso.
Nós acompanhamos, estupefatos, a sua luta por ser admitido na formação dos chefes de tanque. Você não cedeu ao aviso dos seus superiores, porque você sabia poder ser um bom chefe e não estava disposto a dar menos do que aquilo de que era capaz.
E quando você chegou lá, eu pensei: aqui está um rapaz que conhece de maneira tão simples e lúcida as suas possibilidades.
Sem pretensão nem arrogância. Um rapaz que não se deixa influenciar pelo que os outros dizem dele, e que encontra
a força nele mesmo.
Desde a sua infância, você já era assim.
Você vivia em harmonia com si mesmo e com aqueles que o cercavam. Você sabia qual era o seu lugar, você estava consciente de ser amado, você conhecia os seus limites e suas virtudes.
E na verdade, após ter dobrado o exército inteiro e ter sido nomeado chefe de tanque, apareceu claramente qual tipo de chefe
e de homem você era. E hoje, nós ouvimos os seus amigos e seus soldados falarem do chefe e do amigo, daquele que levantava antes de todos para tudo organizar e que só ia deitar-se quando os outros já estavam dormindo.
E ontem, à meia-noite, eu contemplei a casa, que estava bastante bagunçada depois que centenas de pessoas vieram nos visitar para nos consolar, e eu disse: seria preciso que Uri estivesse aqui para nos ajudar a arrumar.
Você era o esquerdista do seu batalhão, mas você era respeitado, porque você mantinha suas posições sem renunciar a nenhum dos
seus deveres militares.
Eu me recordo de que você me havia explicado a sua "política
das barragens militares", porque você também havia passado bastante tempo naquelas barragens. Você dizia que caso houvesse uma criança no carro que você acabava de deter, você tentava antes de tudo tranqüilizá-lo e fazê-lo rir. E você se lembrava daquele menino mais ou menos da idade de Ruti, e do medo que você lhe causava, e do quanto ele o detestava, com razão. Contudo, você fazia todo o possível para tornar-lhe mais fácil aquele momento terrível, enquanto você cumpria o seu dever, sem compromisso.
Quando você partiu para o Líbano, a sua mãe disse que a coisa
que ela mais temia era a sua "síndrome de Elifelet". Nós tínhamos muito medo de que, assim como o Elifelet da música, você se precipitasse no meio do tiroteio para salvar um ferido,
que você seja o primeiro a se apresentar como voluntário
para o reabastecimento das munições há muito esgotadas.
E temíamos que lá em cima, no Líbano, nesta guerra tão dura,
você se comportasse assim como fizera durante toda a sua vida,
em casa, na escola e no serviço militar, propondo renunciar
a uma permissão porque um outro soldado dela mais precisava
do que você, ou porque tal outro enfrentava em sua casa uma situação mais difícil.
Você era para mim um filho e um amigo. E era a mesma coisa para
a sua mãe.
A nossa alma está ligada à sua. Você vivia em paz com si mesmo; você era daquelas pessoas junto às quais alguém se sente bem.
Eu nem sou capaz de dizer em voz alta a que ponto você era para mim "alguém para correr comigo" (título de um dos mais recentes romances do autor).
Toda vez que você voltava em permissão, você dizia: venha comigo, pai, vamos conversar. Em geral, nós íamos sentar e discutir num restaurante. Você me contava tantas coisas, Uri, e eu tinha orgulho por ter a honra de ser o seu confidente, orgulho de
que alguém como você tivesse me escolhido.
Recordo-me da sua dúvida, certa vez, diante da idéia de punir
um soldado que havia infringido a disciplina. O quanto você sofreu porque esta decisão iria causar raiva naqueles que estavam sob as suas ordens e nos outros chefes, bem mais indulgentes do que você diante de certas infrações. Punir aquele soldado custou-lhe efetivamente muito do ponto de vista das relações humanas, mas este episódio especificou transformou-se posteriormente numa das histórias cardeais do batalhão como um todo, estabelecendo certas normas de comportamento e de respeito das regras. E durante a sua última permissão, você me contou, com um orgulho tímido, que o comandante do batalhão, por ocasião de uma conversa com alguns oficiais recém-chegados, havia citado a sua decisão como exemplo de um comportamento justo por parte de um chefe.
Você iluminou a nossa vida, Uri. A sua mãe e eu, nós o educamos com amor. Era tão fácil amar você com todo o nosso coração, e eu sei que você também estava indo bem. Que a sua curta vida foi boa. Eu espero ter sido um pai digno de um filho tal como você. Mas eu sei que ser o filho de Michal quer dizer crescer com uma generosidade, uma graça e um amor infinitos, e você recebeu tudo isso. Você o recebeu em abundância e soube dar-lhe valor, você soube agradecer, e nada daquilo que você recebeu era algo devido aos seus olhos.
Nesses momentos, eu nada direi da guerra na qual você foi morto. Nós, a nossa família, nós já a perdemos. Israel, agora, vai fazer o seu exame de consciência, e nós nos encolheremos em nossa dor, cercados dos nossos bons amigos, abrigados pelo amor imenso de tantas pessoas que, na sua maioria, nós não conhecemos, e que eu agradeço pelo seu apoio ilimitado.
Eu gostaria tanto que nós saibamos dar uns aos outros este amor e esta solidariedade em outros momentos também. Talvez seja este o nosso recurso nacional o mais peculiar.
Talvez seja esta a nossa grande riqueza natural. Eu gostaria tanto que nós possamos nos mostrar mais sensíveis, uns para com os outros. Que nós possamos nos livrar da violência e da inimizade que se infiltraram tão profundamente em todos os aspectos das nossas vidas. Que nós saibamos mudar de opinião e nos salvar agora, bem no último momento, isso porque tempos muito duros esperam por nós.
Eu gostaria ainda de acrescentar algumas palavras. Uri era um rapaz muito israelense. O seu próprio nome era muito israelense e hebreu. Uri era um condensado da qualidade de ser israelense tal como eu gostaria de ver mais por aí. Aquela que passou a ser praticamente esquecida. Que é tantas vezes considerada como uma espécie de curiosidade.
Por vezes, ao olhar para ele, eu pensava que ele era um jovem um pouco anacrônico. Ele, Yonatan e Ruti. Crianças dos anos 1950. Uri, com a sua honestidade total e a sua maneira de assumir a responsabilidade de tudo o que acontecia em volta dele. Uri, sempre "em primeira linha", com quem se podia contar. Uri com a sua profunda sensibilidade para com todos os sofrimentos, todas
as culpas. E capaz de compaixão.
Esta palavra me fazia pensar nele toda vez que ela me ocorria.
Era um rapaz que tinha valores, uma palavra bastante aviltada e alvo de gozação nesses últimos anos. Isso porque em nosso mundo demente, cruel e cínico, deixou de ser "cool" ter valores. Ou ser humanista. Ou sensível ao desamparo de outrem, mesmo se o outro
é o seu inimigo no campo de batalha.
Mas eu aprendi com Uri que se pode e se deve ser tudo isso ao mesmo tempo. Que nós devemos, de fato, nos defender. Mas isso nos dois sentidos: defender as nossas vidas, mas também obstinar-se a proteger nossa alma, obstinar-se a preservá-la da tentação da força e dos pensamentos simplistas, da desfiguração do cinismo,
da contaminação do coração e do desprezo do indivíduo que são a verdadeira, a grande maldição daqueles que vivem numa região de tragédia tal como a nossa.
Uri tinha simplesmente a coragem de ser ele mesmo, sempre, qualquer que seja a situação, de encontrar a sua voz precisa em tudo o que ele dizia e fazia, e era isso que o protegia da contaminação, da desfiguração e degradação da alma.
Uri era também um rapaz divertido, muito engraçado e de uma sagacidade incrível, e seria impossível falar dele sem contar alguns dos seus "achados". Por exemplo, quando ele tinha 13 anos, eu lhe disse: imagine que você e os seus filhos possam um dia ir para o espaço assim como hoje nós vamos para a Europa.
Ele me respondeu sorrindo: "O espaço não me atrai tanto,
a gente encontra tudo na Terra".
Outra vez, andando de carro, Michal e eu falávamos de um novo livro que havia suscitado um grande interesse e nós citávamos escritores e críticos. Uri, que devia ter nove anos, nos interpelou do banco de trás: "Hei, os elitistas, peço-lhes por gentileza notar que vocês têm atrás de vocês um simplório
que não está entendendo nada do que vocês estão dizendo!"
Ou, por exemplo, Uri que gostava muito de figos, segurando
um figo seco em sua mão: "Pai, me diz uma coisa, os figos secos são aqueles que cometeram um pecado na sua vida anterior?"
Ou ainda, numa certa ocasião em que eu hesitava a aceitar um convite para ir ao Japão: "Como você poderia recusar? Você sabe
o que significa morar no único país onde não existem turistas japoneses?"
Caros amigos, na noite de sábado para domingo, às vinte para as três, tocaram em nossa porta e no interfone, e um oficial anunciou-se. Eu fui abrir e pensei: pronto, a vida acabou.
Mas, cinco horas mais tarde, quando Michal e eu entramos no quarto de Ruti e a acordamos para dar-lhe a terrível notícia, Ruti, após as primeiras lágrimas, disse: "Mas nós viveremos, não é? Nós viveremos e nós passearemos como antes. Eu quero continuar a cantar no coral, a rir como sempre, a aprender a tocar violão". Nós a abraçamos e lhe dissemos que nós iríamos viver, e Ruti
disse também:
"Que trio extraordinário nós formávamos Yonatan, Uri e eu".
E é verdade que vocês são extraordinários. Yonatan, você e Uri, vocês não eram apenas irmãos, e sim amigos do peito e da alma. Vocês tinham um mundo de vocês, uma linguagem de vocês
e um humor de vocês. Ruti, Uri amava você com toda a sua alma.
Com que ternura ele se dirigia a você. Eu me lembro do seu último telefonema, após ter me dito a sua felicidade ao saber que um cessar-fogo havia sido proclamado pela ONU, ele insistiu para falar com você. E você chorou, depois. Como se você já soubesse.
A nossa vida não acabou. Nós apenas sofremos um golpe muito duro. Nós encontraremos a força para suportá-lo, em nós mesmos, no fato de estarmos juntos, eu, Michal e os nossos filhos, e também o avô e as avós que amavam Uri com todo o seu coração - eles o chamavam Neshumeh (minha pequena alma) - e os tios, as tias e os primos, e os seus inúmeros amigos da escola e do exército que nós acompanham com preocupação e afeição.
E nós encontraremos a força também em Uri. Ele possuía forças que nos alimentarão por muitos anos ainda. A luz que ele projetava - de vida, de vigor, de inocência e de amor - era tão intensa que ela continuará a nos iluminar mesmo depois de o astro que a produzia ter se apagado. O nosso amor, nós tivemos o grande privilégio de estar com você, obrigado por cada momento em que você esteve conosco.
Papai, mamãe, Yonatan e Ruti.
..."em tempos de paz, filhos enterram seus pais.
em tempos de guerra, pais enterram seus filhos".
triste isso, não?
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enviada por Vivian
29/08/2006 15:25
A Essência de Tudo
Um Espírito Amigo
Psicografia: Gregório Guerreiro
A essência de tudo aquilo que proferimos revela o estado da alma.
O óbvio é sempre lutarmos para que tudo o que dissermos, possa servir para engrandecer quem nos ouve e jamais para depreciá-lo.
Uma análise criteriosa é essencial, portanto, para que não se crie brechas, abismos, entre nós e aquele que nos ouve.
A calma é conselheira oportuna.
Exercitemos a paciência e permaneçamos indiferentes ao orgulho.
A humildade revela caráter evoluído.
A jornada é árdua e as armadilhas não são escassas.
Refletir é desenvolver campo fértil ao diálogo que pode transformar a animosidade em fraternidade.
Somar conhecimento é expandir sabedoria.
Orar é aproximar-se mais de Deus, aliviando o peso da nossa cruz, onde poderemos seguir mais leves na jornada de confraternização universal nas várias moradas da casa do nosso Pai...
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"...Quem n�o sabe o que � o mundo, n�o sabe onde est�; quem n�o sabe para o que nasceu n�o sabe o que �, nem o que o mundo �. Quem negligenciou uma dessas no��es n�o poderia dizer sequer para o que existe."
(Marco Aur�lio)

Mulher de alma madura, apreciadora de todas as coisas que lhe tragam paz interior. Not�vaga por natureza, ama a cia da Lua. Um esp�rito livre de preconceitos in�teis, por isso caminha por onde bem quiser.
Devoradora de bons livros. Amante da medita��o, pois adora olhar-se pra dentro, e dominar a paz reinante. Gosta da natureza, gosta de gente, ama vasculhar almas, para com isso se auto-conhecer, acreditando na multiplicidade do ser.
Essencialmente seletiva, sincera e amiga, sempre pronta para ouvir, e ou aconchegar. Fala pouco, e ouve muito. Bem humorada por natureza, porque acredita que a vida foi feita para curt�-la, e n�o deixar que ela nos curta com tristezas. Amante do mar e seus mist�rios, e sobre ele, tamb�m rabisca alguns escritos, brincando com as palavras sem pretens�o de louvores.
Enfim... Uma mulher de bem com a vida, que adora viajar o mundo via mouse sem tirar o pijama...
Gosta muito desta frase:
"Sou um ser espiritual vivendo uma experi�ncia humana. N�o um ser humano vivendo uma experi�ncia espiritual"

EU SOU
Eu sou luz resplandecente, luz radiante, luz intensificada. Deus consome a minha escurid�o transmutando-a em luz. Hoje EU SOU um foco de Sol Central. Atrav�s de mim corre um rio de cristal, uma fonte vivente de luz que nunca pode ser corrompida por pensamentos e sentimentos humanos. EU SOU um posto avan�ado do Divino. A escurid�o que se serviu de mim � consumida pelo poderoso rio de luz que EU SOU! EU SOU, EU SOU, EU SOU luz. Eu vivo, eu vivo, eu vivo na luz. EU SOU a mais completa dimens�o da luz; EU SOU a mais pura inten��o da luz. EU SOU luz, luz, luz iluminando o mundo onde quer que eu v�, aben�oando, fortalecendo e anunciando o prop�sito do Reino dos C�us!
(Medita��o Reikiana)
ORA��O DO AMANHECER
Senhor, (Irm�o Anthony)
ORA��O CELTA
Que jamais, em tempo algum, o teu cora��o acalante �dio.
Que o canto da maturidade jamais asfixie a tua crian�a interior.
Que o teu sorriso seja sempre verdadeiro.
Que as perdas do teu caminho sejam sempre encaradas como li��es de vida.
Que a musica seja tua companheira de momentos secretos contigo mesmo.
Que os teus momentos de amor contenham a magia de tua alma eterna em cada beijo.
Que os teus olhos sejam dois s�is olhando a luz da vida em cada amanhecer.
Que cada dia seja um novo recome�o, onde tua alma dance na luz.
Que em cada passo teu fiquem marcas luminosas de tua passagem em cada cora��o.
Que em cada amigo o teu cora��o fa�a festa, que celebre o canto da amizade profunda que liga as almas afins.
Que em teus momentos de solid�o e cansa�o, esteja sempre presente em teu cora��o a lembran�a de que tudo passa e se transforma, quando a alma � grande e generosa.
Que o teu cora��o voe contente nas asas da espiritualidade consciente, para que tu percebas a ternura invis�vel, tocando o centro do teu ser eterno.
Que um suave acalanto te acompanhe, na terra ou no espa�o, e por onde quer que o imanente invis�vel leve o teu viver.
Que o teu cora��o sinta a presen�a secreta do inef�vel!
Que os teus pensamentos e os teus amores, o teu viver e atua passagem pela vida, sejam sempre aben�oados por aquele amor que ama sem nome.
Aquele amor que n�o se explica, s� se sente.
Que esse amor seja o teu acalanto secreto, viajando eternamente no centro do teu ser.
Que este amor transforme os teus dramas em luz, a tua tristeza em celebra��o, e os teus passos cansados em alegres passos de dan�a renovadora.
Que jamais, em tempo algum, tu esque�as da Presen�a que est� em ti e em todos os seres.
Que o teu viver seja pleno de Paz e Luz!.

No sil�ncio deste dia que amanhece, venho pedir-Te a paz, a sabedoria, a for�a. Quero olhar hoje o mundo com olhos cheios de amor; ser paciente, compreensivo, manso e prudente, ver al�m das apar�ncias de Teus filhos como Tu mesmo os v�, e assim n�o ver sen�o o bem em cada um. Cerra meus ouvidos a toda cal�nia. Guarda minha l�ngua de toda maldade. Que s� de ben��os se encha meu esp�rito. Que eu seja t�o bondoso e alegre, que todos quantos se achegarem a mim sintam Tua presen�a. Reveste-me de Tua beleza, Senhor, e que no decurso deste dia, eu Te revele a todos.


Espero que seu cora��o brilhe com afetuosidade
Como a fogueira que d� as boas vindas aos amigos e estranhos
Como a vela na janela
Dando as boas vindas ao viajante cansado
Espero que a b�n��o da suave chuva de Deus caia em voc�,
Caindo gentilmente sobre sua cabe�a
Refrescando sua alma com a do�ura de pequenas flores
Carregando a chuva para lavar seu limpo esp�rito
Brilhando depois na luz do sol

...Um toque suave e sereno de um azul confortador invadem minha retina refletindo a c�r do amor...

ORA��O DAS FADAS
Esp�rito de sabedoria, cujo sopro d� e retorna a forma de todas as coisas;
AMIGOS PENSADORES

BA� DE REFLEX�ES


"A d�vida e o medo s�o as duas portas que todo ser humano tem que atravessar para conhecer e obter sua plena e completa liberdade"
(Saint Germain)
"O maior espet�culo do mundo, diz certo fil�sofo, � um homem esfor�ado lutando contra a adversidade. H�, por�m, outro ainda mais grandioso, � o ver-se outro homem lan�ar-se em sua ajuda"
(Oliver Goldsmith)
"O homem n�o pode descobrir novos oceanos at� ter a coragem de perder a praia de vista"
(Davi Novaes dos Santos)
"N�o caminhar�s entre as estrelas antes de trilhares as sendas humildes que te competem"
(AD)
"A vida � uma pedra de amolar: desgasta-nos ou afia-nos, conforme o metal de que somos feitos."
(George Bernard Shaw)







"O Mestre na arte da vida faz pouca distin��o entre o seu trabalho e o seu lazer, entre a sua mente e o seu corpo, entre a sua educa��o e a sua recrea��o, entre o seu amor e a sua religi�o. Ele dificilmente sabe distinguir um corpo do outro. Ele simplesmente persegue sua vis�o de excel�ncia em tudo que faz, deixando para os outros a decis�o de saber se est� trabalhando ou se divertindo. Ele acha que est� sempre fazendo as duas coisas simultaneamente."